sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Retorno triunfante

O rendimento do Inter-SM no amistoso contra o Sapucaiense, no dia 10 de janeiro, deixou o presidente Carlos Rempel preocupado. Não apenas pela derrota por 1 a 0 no jogo beneficente realizado em Três de Maio. O time colorado havia apresentado muitos erros de passe no meio-campo e lentidão na chegada ao ataque.

E isso a 10 dias da estreia no Gauchão, contra o Grêmio. Como arrumar isso tudo em tão pouco tempo? Rempel refletiu e encontrou a resposta em um ex-jogador do Inter-SM, que estava louco para voltar para Santa Maria: o ala-esquerda Vainer.

– Eu liguei para ele e perguntei: “Quer vir? Ele respondeu: quero”. Então, eu disse para ele se acertar com a diretoria do Avenida, que nós estávamos esperando ele aqui – lembra o presidente colorado.

Vainer iniciou uma negociação com o presidente do Avenida, Jair Eich, que culminou com a sua liberação para o Inter-SM, confirmada na sexta-feira da semana passada. Na ocasião, o dirigente do clube de Santa Cruz do Sul chegou a falar em “insuficiência técnica” do jogador. Mas a questão não era essa. O rendimento de Vainer estava abaixo do esperado, sim, mas era por outra questão.

– Não é que eu não estivesse bem lá, mas aqui a sensação é diferente. Os jogadores, a diretoria, a torcida. Eu me sinto em casa, daí as coisas fluem – explica.

E o bem-estar do ala-esquerda no seu retorno ao Estádio Presidente Vargas ficou claro já na sua reestreia com a camisa colorada. E logo na primeira vez em que enfrentou o Grêmio. O goleiro Victor, do tricolor, que o diga. O chute, após o passe açucarado de Alê Menezes, saiu como um foguete do pé esquerdo de Vainer para morrer no ângulo esquerdo do gol defendido pelo camisa 1 do tricolor. Torcedores chegaram a comparar o lance com o gol do meia Chiquinho, que agora está no Guarani-SP, marcado contra o Juventude nas semifinais do Gauchão no ano passado, na derrota por 4 a 2. O gol de Vainer foi tão bonito que surpreendeu até mesmo o seu autor:

– Foi o gol mais bonito da minha carreira. Na hora, não tive noção, mas depois eu fui ver com calma na televisão. Foi um golaço mesmo.

Superstição – Na sua passagem pelo Inter-SM no Gauchão de 2008, Vainer marcou apenas um gol, foi na vitória por 3 a 1 sobre o Guarany-Ba. Naquela partida, o ala-esquerda, que atuou praticamente todo o campeonato com a camisa número 8, estava usando a camisa 11. No jogo contra o Grêmio, Vainer vestiu a camisa 6. O número 8, segundo o próprio jogador, lhe dá má sorte.

– Não tem jeito. Não consigo fazer gol com a camisa 8 – diz Vainer, que pedirá ao técnico Abel Ribeiro para seguir com o número 6 às costas.

Diário de Santa Maria
23/01/09

Um comentário:

_F3rN@Ndo_ disse...

Vainer
so fã desse cara!

Guinazu da baixada!