sábado, 9 de fevereiro de 2008

Organizados e independentes


Engana-se quem pensa que os adjetivos "organizada" e "independente" são apenas detalhes para deixar o nome da Fanáticos da Baixada mais bonito ou pomposo. Essas palavras têm um sentido real, que diferencia o grupo das demais torcidas do Inter-SM existentes ainda hoje. Organizada, porque ela possui uma diretoria e um quadro de sócios, todos devidamente registrados e identificados, com carteirinha, camiseta e tudo mais. Entre as responsabilidades dos integrantes, estão, por exemplo, nunca vaiar o time, um dos seus mandamentos.

O centroavante Alê Menezes, xodó da torcida, destaca o apoio do grupo nos momentos mais difíceis em 2007, mas reconhece que não é tão fácil cair nas graças do público daqui.

- A torcida daqui é muito exigente, e o jogador tem de saber lidar com isso. Não só a Fanáticos, mas todo mundo que vem no estádio quer ver raça. Se o cara não for guerreiro, ele não dura em Santa Maria - reconhece o centroavante.

Já o termo independente se refere ao fato de a torcida não contar com apoio financeiro do clube - apenas o ingresso é mais barato para esses colorados, R$ 5 em vez de R$ 15. As atividades são custeadas com o valores das mensalidades pagas pelos sócios da Fanáticos, que são de R$ 10 mensais para cada um.

- Gastamos cerca de R$ 50 por jogo só em material, sinalizador, fumaça e bobina. Isso sem contar a confecção de bandeiras, faixas e tudo mais. Sai do nosso bolso - explica Douglas Pires, o Serroty.

Mas a palavra independente vai bem mais além. Apesar de boa parte dos integrantes da organizada ser também de torcedores do Inter, de Porto Alegre, ninguém no grupo agora quer saber de uma coisa estar ligada à outra. Virou uma das principais metas da Fanáticos a partir de agora.

Radicais, não - A torcida não quer que a luta para tornar o Inter-SM a preferência número 1 do santa-mariense se transforme em radicalismo. Em Pelotas, tanto torcedores do Brasil quanto do Pelotas praticamente não admitem outro tipo de acessório nas arquibancadas que não seja da equipe da cidade. Assim, não raro, é possível observar camisetas da dupla Gre-Nal sendo queimadas no Estádio Bento Freitas ou na Boca do Lobo.

- Mas nós não somos tão radicais assim - completa Serroty.

Fonte: Diário de Santa Maria
09/02/08

Um comentário:

Ricardo disse...

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